O desemprego é actualmente um dos problemas mais sérios da sociedade Portuguesa. O debate político tem-se centrado muito nas garantias sociais que o Estado dá á população. Para além dos custos directos inerentes a essas políticas (ex: subsídio de desemprego), existe ainda um impacto dificil de quantificar e que está relacionado com o (des)emprego. No nosso país, muitos trabalhadores olham para o actual regime laboral como uma forma de se protegerem dos seus empregadores. Justificadamente ou não, essa desconfiança existe, e julgo ser o principal motivo que leva muitos a recearem a supressão de algumas garantias.
As gerações mais velhas fizeram boa parte da sua carreira usufruindo de uma assinalável estabilidade e segurança no emprego. No entanto, o chamado “emprego para a vida” parece ser uma coisa do passado. Todos lidamos de forma diferente com a mudança, mas é comum sermos um pouco avessos a ela. É necessário preparar as novas gerações para viver com esta nova (e inevitável) realidade.
No gráfico abaixo podemos ver que o desemprego tem galopado nos últimos anos, com especial incidência para o desemprego de longa duração (mais do que um ano). Este fenómeno é muito preocupante e deve ser o ponto de partida para um debate sério sobre o que estamos a fazer mal e o que podemos fazer para inverter esta situação.
Uma solução possível é o fomento do empreendedorismo. Sabemos que ainda há muito que pode ser feito para termos mais empreendedorismo em Portugal. No entanto, as novas tecnologias vieram facilitar a criação de empresas pois permitem eliminar custos importantes e atingir novos mercados com maior facilidade. Porém, julgo que a maior mudança deve ser operada na mentalidade das pessoas. Para saírmos desta situação é necessário que todos tenhamos mais iniciativa!
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